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		<title>Vamos fugir</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 16:19:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Boddah</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vamos fugir, me leva daqui, vamos pra algum lugar onde nosso amor é lei, e o castelo são os nossos corpos juntos, e minhas mãos suadas nunca desgrudem das tuas e que teus olhos sejam minha bússola, e no teu corpo ilha eu me faça menino e rei. Me leva, me leva daqui, me faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Vamos fugir, me leva daqui, vamos pra algum lugar onde nosso amor é lei, e o castelo são os nossos corpos juntos, e minhas mãos suadas nunca desgrudem das tuas e que teus olhos sejam minha bússola, e no teu corpo ilha eu me faça menino e rei. Me leva, me leva daqui, me faz mais teu, me diz que sou teu, que eu acredito.</p>
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		<title>É tarde.</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 18:35:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Boddah</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu já havia esquecido o quanto isso dói, perturba, te tira o sono, te deixa sem calma, desordena a continuidade da tua respiração, tira a fome, tira a sede, vontade de ir no banheiro é somente pra ficar lá, trancado, sentado no chão frio, falando sem saber o quê, no escuro, para o escuro, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu já havia esquecido o quanto isso dói, perturba, te tira o sono, te deixa sem calma, desordena a continuidade da tua respiração, tira a fome, tira a sede, vontade de ir no banheiro é somente pra ficar lá, trancado, sentado no chão frio, falando sem saber o quê, no escuro, para o escuro, não passando de uma criatura ridícula. Eu não esqueci do que é passar por isso, e de muito menos do tempo que pode durar. Nunca é pra sempre, e nunca será, é apenas para durar o tempo necessário, e quanto menor o tempo de permanência em você, parece que o filho da puta tem maior proporção e te rasga por dentro, lentamente, paulatinamente, sem dó, te fode, fode mesmo, e te deixa torto, desconexo, boca seca, um metro e oitenta e três de escombros, feito um prédio desmoronado. Mas não lembrava o bastante pra correr quando ele aparecesse na esquina. Merda, eu fui ao encontro, eu falei oi, eu olhei no fundo dos olhos dele, eu disse: e ai, vamos ali tomar uma cerveja? A partir de então você passa a respirar desordenadamente, as mãos suam mais do que o normal, os bolsos ficam úmidos de acalentá-las. Ele te dá uma prova do que se poderia ter, mas é como crack, dura apenas um curto tempo, só pra te deixar com vontade de mais, que isso durasse mais tempo, um minuto que fosse a mais. É sem esperança, tudo sem atrativos. Parece que as horas não passam, todo mundo fica com cara de gordura velha, odor de naftalina, andam feito ratos nas sarjetas, e eu tenho vontade de cuspir em todas elas, eu tenho, se tenho. Paciência. O que é isso? Não há saída, nem pra onde correr, somente do 13º andar torna-se tão atrativo lá embaixo, reler todas as mensagens recebidas, saber que algo tão forte assim como nasceu, definhou, e num estalar de dedos pontinho verde de um teclado qualquer estúpido e insensível vai te transformar em um homicida de dias bonitos, e vai ser pro resto da tua existência. Amor, sorte dos infernos, eis-me aqui!</p>
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		<title>NASCEU!!!!!!</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 20:28:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Boddah</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.poemaselamurias.com/wp-content/uploads/2012/03/capa-1.jpg"><img src="http://www.poemaselamurias.com/wp-content/uploads/2012/03/capa-1-222x300.jpg" alt="" title="capa-1" width="222" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-100" /></a></p>
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		<title>Todos os poetas são poetas mortos.</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 18:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Boddah</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para Tatiano Maviton. Vinte anos e minhas rugas rugas de preocupar-me inúteis rugas de pensar pensar à custa de nada Este o momento da primeira morte quando o mundo real bate à porta bate, clama e arrasta para o peso dele como se fossemos meros escravos e depois, aos trinta, nossa segunda morte quando as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Para Tatiano Maviton.</strong></p>
<p>Vinte anos e minhas rugas<br />
rugas de preocupar-me<br />
inúteis rugas de pensar</p>
<p>pensar à custa de nada</p>
<p>Este o momento da primeira morte<br />
quando o mundo real bate à porta<br />
bate, clama e arrasta para o peso dele<br />
como se fossemos meros escravos</p>
<p>e depois, aos trinta, nossa segunda morte<br />
quando as rugas tomam o pálido rosto<br />
rugas de esforços; dos dias em que choramos<br />
dos dias que nos desolamos</p>
<p>rugas do trabalho, da vida mundana<br />
rugas de cigarros pelos cafés<br />
e rugas de um rosto franzido<br />
em busca da métrica ideal</p>
<p>morremos aos trinta também, já é certo.<br />
Mas também aos sessenta,<br />
quando já estamos cansados<br />
e a cadeira pesa nossa aposentadoria</p>
<p>inúteis, ali, todos nós, o mesmo triste fim<br />
uns instruem netos, outros nem isso.<br />
pelo menos há tempo para ler<br />
ou tossir nossas mazelas com as pílulas<br />
que nos medicam.</p>
<p>paramos com o cigarro,<br />
pois já não nos faz bem<br />
paramos com a bebida,<br />
porque o fígado pede<br />
paramos com os cafés,<br />
pois nossos amigos já foram.</p>
<p>esperamos o fim do mundo,<br />
esperamos a salvação de um divino<br />
mas esquecemo-nos<br />
o mundo já findou<br />
e nós, neste limbo estamos</p>
<p>morrendo a cada folha<br />
de um poema escrito<br />
morrendo a cada palavra<br />
que tiramos do peito<br />
morrendo aos vinte,<br />
aos vinte e cinco,<br />
aos sessenta<br />
aos trinta. Morrendo.</p>
<p>Morrendo como já fizeram tantos outros<br />
Tantos sonhadores como nós.<br />
E é por isso que eu digo<br />
escritores, poetas: já nascemos mortos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Francis Beheregaray.</strong></p>
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		<title>Coração em cima da mesa.</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 19:25:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Boddah</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Na partida não há choro, nem adeus, Coração deixado em cima da mesa, Como a pertences divididos na hora da separação, Fui erro teu. Passam-se dias dentro de um poço de vidro, Noites entorpecentes a queimar como azia, É clara a revolta dos destinos, É claro o sorriso hepático da esperança. Alguém está rindo por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na partida não há choro, nem adeus,<br />
Coração deixado em cima da mesa,<br />
Como a pertences divididos na hora da separação,<br />
Fui erro teu.</p>
<p>Passam-se dias dentro de um poço de vidro,<br />
Noites entorpecentes a queimar como azia,<br />
É clara a revolta dos destinos,<br />
É claro o sorriso hepático da esperança.</p>
<p>Alguém está rindo por mim,<br />
Cantarolando em teus pensamentos,<br />
Surrupiando tentativas,<br />
Velando por nós dois.</p>
<p>Não há quimera de perdão sequer,<br />
Um resquício de uma vontade ensaiada,<br />
Tua sentença é minha,<br />
Minha impetuosidade é tua. </p>
<p>Neste processo de abstinência,<br />
Teus cabelos enroscam em minha barba,<br />
Teu perfume encontro a passear no corredor,<br />
O andar da moça do 10º andar é teu.</p>
<p>Há um limite em meus pensamentos,<br />
Tem um bloqueio de suspirações malogradas,<br />
Tem uma fina relutância de teu orgulho de mulher,<br />
Eu sei que é, eu sei&#8230;</p>
<p>Sempre amanheço no sofá da sala,<br />
Ouço os pássaros em revoada,<br />
Conto mais uma vez os azulejos da cozinha,<br />
Levanto e bato a porta.</p>
<p>Esqueço as chaves e o coração despedaçado em cima da mesa.</p>
<p>Tatiano Maviton</p>
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		<title>Alma Peregrina</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 15:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Boddah</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[É tanto amor&#8230; Chega a queimar o peito em desespero, É aquele hálito do deserto Na alma a crepitar. A morte que vigia. O corpo levemente áspero. Copo e corpo estilhaços. O vento a passear. Alma peregrina me iludiu, Roubou o que tanto eu guardava, Agora passa ao longe, Nem pra me acenar&#8230; Aonde vais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É tanto amor&#8230;<br />
Chega a queimar o peito em desespero,<br />
É aquele hálito do deserto<br />
Na alma a crepitar.</p>
<p>A morte que vigia.<br />
O corpo levemente áspero.<br />
Copo e corpo estilhaços.<br />
O vento a passear.</p>
<p>Alma peregrina me iludiu,<br />
Roubou o que tanto eu guardava,<br />
Agora passa ao longe,<br />
Nem pra me acenar&#8230;</p>
<p>Aonde vais minh’alma?<br />
Aonde vais ao longe!<br />
Alma peregrina,<br />
Perto podes ficar.</p>
<p>É tanto amor,<br />
É tanto amor,<br />
Que chega fora do corpo habitar.</p>
<p>É tanto amor,<br />
É tanto amor,<br />
Que a alma peregrina,<br />
Riste, triste, viste<br />
Vai ao longe te buscar.</p>
<p>É tanto amor,<br />
E que nasce sem ter<br />
Seio para o alimentar<br />
Cresce sem esteio,<br />
Sem alimento para o saciar.</p>
<p>É tanto amor<br />
Nasce de fonte a secar,<br />
Esperança que se esquece<br />
Menino problema sozinho cresce,<br />
Amor perdido a germinar.</p>
<p>É tanto amor<br />
Da alma que se apossa,<br />
É brandura que goteia<br />
Rio sem nascente,<br />
Sem prumo, sem curso,<br />
destino&#8230;<br />
Nem aonde vai desembocar.</p>
<p>É tanto amor<br />
Que se alojou no estreito,<br />
Dentro do peito de um jeito,<br />
Não há como tirar.</p>
<p>Foi um tiro sem erro, sem compaixão.<br />
E depois só me deixou essa graça triste,<br />
E um desastre em minha mão,<br />
A queda que tanto tive a sonhar.</p>
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		<item>
		<title>Na ordem transversa das coisas</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 22:36:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Boddah</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A manhã atordoa a noite. Enquanto a lua antes nasce do sol, Ao cair da tarde o homem da terra trata, À manhã, acalentam-se os catres. Os cimos escondem a brisa dos arvoredos. Sem. O teu amor é um roseiral de espinhos Afinados e atentos, A água evita a sede, A fome regurgita o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A manhã atordoa a noite.</p>
<p>Enquanto a lua antes nasce do sol,<br />
Ao cair da tarde o homem da terra trata,<br />
À manhã, acalentam-se os catres.<br />
Os cimos escondem a brisa dos arvoredos.</p>
<p>Sem.<br />
O teu amor é um roseiral de espinhos<br />
Afinados e atentos,<br />
A água evita a sede,<br />
A fome regurgita o que sacia,<br />
No mar, velho lobo adentra-se no nada&#8230;<br />
Turva-se no cineral de um pobre dia.</p>
<p>Na ordem transversa das coisas,<br />
O que nasceria, morre.<br />
Do que se viveria, parte.<br />
O que se teria, sofre.<br />
Ao que sozinho ama&#8230; sorte.</p>
<p>Mãos síncopes,<br />
Tremulam incontentes,<br />
É próprio que se fecham,<br />
Abraçando a ardil ausência.</p>
<p>O tempo se demora,<br />
O revés de um salto,<br />
Os teus lábios,<br />
Enquanto a flor que nata é bela,<br />
Murcha, entre o brotar e a secura.</p>
<p>Assim é o amor que vive a te sombrear,<br />
Galgando teus passos em circunlóquios,<br />
E que dirá a ausência<br />
Às adjacentes manhãs do teu jasmim,<br />
Oh bela! Oh bela que me destrata e oculta!</p>
<p>Sem ti tudo é tão real e lerdo,<br />
Como o suor de um sonho distorcido,<br />
Nobreza sem linho,<br />
Algodoal purpúreo.</p>
<p>Sinceramente?<br />
Viver sem ti, o teu amor sem me nutrir,<br />
São os olhos a verem-se somente a si mesmos,<br />
A solidão a sentir o castigo da própria voz.</p>
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		<title>Poet.</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 20:14:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Boddah</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Poeta sente dor pungente, volúpia ardente e trata o amor no vocativo. põe-se na torre a sonhar, vendo uma lua no céu e outra lua no mar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poeta sente dor pungente, volúpia ardente e trata o amor no vocativo.<br />
põe-se na torre a sonhar, vendo uma lua no céu e outra lua no mar.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A minha dor tem poros onde transpira poesia</title>
		<link>http://www.poemaselamurias.com/?p=42</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 13:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Boddah</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[]]></description>
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		<item>
		<title>Que triste! Hoje teus olhos parecem uma segunda-feira.</title>
		<link>http://www.poemaselamurias.com/?p=41</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 20:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Boddah</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
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